Blog da Boitempo
A Boitempo Editorial lança esta semana o novo livro do filósofo e psicanalista esloveno Slavoj Žižek, Vivendo no fim dos tempos. O livro será discutido em um debate de lançamento conjunto com A hipótese comunista, de Alain Badiou, e com a revista Margem Esquerda nº18 pelos filósofos Vladimir Safatle e Paulo Arantes e pelo psicanalista Christian Dunker no Espaço Revista CULT no dia 04 de julho, às 19h. Confira a página do debate de lançamento no Facebook clicando aqui (confira o cartaz do evento abaixo).
Vivendo no fim dos tempos está em pré-venda nas livrarias Cultura, Travessa eSaraiva e chega às lojas no final desta semana.
Leia abaixo o texto de orelha do livro, escrito por Emir Sader:
Já se falou de tudo a respeito do filósofo esloveno Slavoj Žižek: que é stalinista e anticomunista, antissemita e pró‑Israel, materialista vulgar e idealista desvairado. Ainda assim, ele não deixou de falar sobre tudo – ou quase tudo – e de nos surpreender sempre.
O ponto de partida do presente livro é simples: “o sistema capitalista global aproxima-se de um ponto zero apocalíptico. Seus ‘quatro cavaleiros do Apocalipse’ são a crise ecológica, as consequências da revolução biogenética, os desequilíbrios do próprio sistema (problemas de propriedade intelectual, a luta vindoura por matéria-prima, comida e água) e o crescimento explosivo de divisões e exclusões sociais”.
Esse é o cenário de Vivendo no fim dos tempos, que faz uma descrição implacável das catástrofes que nos ameaçam e, ao mesmo tempo, critica o catastrofismo, buscando sempre o lugar onde a história pode ser revertida.
A negação, a raiva, a barganha, a depressão e a aceitação são as plataformas a partir das quais Žižek dispara seus dardos contra a utopia liberal, a teologia política, o retorno da crítica da economia política, o surgimento do cogito proletário e, por fim, contra a causa recuperada, na qual o esloveno resgata as utopias contemporâneas.
Sua conclusão é, como sempre, paradoxal: no século XX a esquerda sabia o que fazer, mas tinha de esperar pacientemente que as condições estivessem maduras para isso. Agora, não sabemos o que fazer mas a urgência nos impele assim mesmo à ação, diante das situações catastróficas que enfrentamos.
Žižek confirma neste livro que é dos poucos autores contemporâneos indispensáveis, porque a leitura de um texto seu toca sempre nas cordas mais sensíveis da nossa razão, da nossa emoção e do nosso coração. Nunca se sai o mesmo após a leitura de um texto desse inquieto autor.
***

A Boitempo Editorial lança esta semana o novo livro do filósofo e psicanalista esloveno Slavoj Žižek, Vivendo no fim dos tempos. O livro será discutido em um debate de lançamento conjunto com A hipótese comunista, de Alain Badiou, e com a revista Margem Esquerda nº18 pelos filósofos Vladimir Safatle e Paulo Arantes e pelo psicanalista Christian Dunker no Espaço Revista CULT no dia 04 de julho, às 19h. Confira a página do debate de lançamento no Facebook clicando aqui (confira o cartaz do evento abaixo).
Vivendo no fim dos tempos está em pré-venda nas livrarias Cultura, Travessa eSaraiva e chega às lojas no final desta semana.
Leia abaixo o texto de orelha do livro, escrito por Emir Sader:
Já se falou de tudo a respeito do filósofo esloveno Slavoj Žižek: que é stalinista e anticomunista, antissemita e pró‑Israel, materialista vulgar e idealista desvairado. Ainda assim, ele não deixou de falar sobre tudo – ou quase tudo – e de nos surpreender sempre.
O ponto de partida do presente livro é simples: “o sistema capitalista global aproxima-se de um ponto zero apocalíptico. Seus ‘quatro cavaleiros do Apocalipse’ são a crise ecológica, as consequências da revolução biogenética, os desequilíbrios do próprio sistema (problemas de propriedade intelectual, a luta vindoura por matéria-prima, comida e água) e o crescimento explosivo de divisões e exclusões sociais”.
Esse é o cenário de Vivendo no fim dos tempos, que faz uma descrição implacável das catástrofes que nos ameaçam e, ao mesmo tempo, critica o catastrofismo, buscando sempre o lugar onde a história pode ser revertida.
A negação, a raiva, a barganha, a depressão e a aceitação são as plataformas a partir das quais Žižek dispara seus dardos contra a utopia liberal, a teologia política, o retorno da crítica da economia política, o surgimento do cogito proletário e, por fim, contra a causa recuperada, na qual o esloveno resgata as utopias contemporâneas.
Sua conclusão é, como sempre, paradoxal: no século XX a esquerda sabia o que fazer, mas tinha de esperar pacientemente que as condições estivessem maduras para isso. Agora, não sabemos o que fazer mas a urgência nos impele assim mesmo à ação, diante das situações catastróficas que enfrentamos.
Žižek confirma neste livro que é dos poucos autores contemporâneos indispensáveis, porque a leitura de um texto seu toca sempre nas cordas mais sensíveis da nossa razão, da nossa emoção e do nosso coração. Nunca se sai o mesmo após a leitura de um texto desse inquieto autor.
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