Consulado americano na Líbia abrigava agentes secretos da CIA

R7

Segundo Wall Street Journal, mais de 20 agentes viviam no local

AFP


Chris Stevens morreu asfixiado em ataque no Consulado dos EUA em Benghazi
O consulado dos Estados Unidos em Benghazi, na Líbia, onde quatro americanos, incluindo o embaixador Christopher Stevens, morreram em 11 de setembro em um ataque, abrigava principalmente agentes da CIA em missão secreta, revela o Wall Street Journal (WSJ).

O ataque contra o consulado provocou uma tempestade política nos Estados Unidos. O candidato republicano à Casa Branca, Mitt Romney, criticou o presidente Barack Obama por falta de preparo e de reação.

Segundo o jornal, apenas sete dos 30 americanos retirados de Benghazi após o ataque trabalhavam para o Departamento de Estado.

Os dois agentes de segurança mortos no ataque de 11 de setembro também trabalhavam para a Agência Central de Inteligência e não para a chancelaria, segundo o WSJ.

Mais de 20 oficiais da CIA trabalhavam em sigilo em um local anexo ao consulado, onde vários funcionários se refugiaram depois de um primeiro ataque.

O objetivo da missão secreta, iniciada pouco depois de fevereiro de 2011, quando teve início a rebelião que resultou na queda de Muamar Gaddafi, era combater o terrorismo e recuperar as armas pesadas do regime, segundo o jornal.

Problemas de comunicação entre a CIA e o Departamento de Estado podem explicar as falhas de segurança que ficaram evidenciadas no ataque, diz o WSJ.

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